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| 30.6.09 |
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Novidades poelétricas
1 - Fomos selecionados para a 8ª edição da Feira da Música de Fortaleza.
04 bandas foram selecionadas no RN. A Feira da Música 2009 ocorre de 19 a 22 de agosto e terá bandas de quase todo o Brasil, e também da Argentina e Cuba. Segundo o site da Feira: "Este ano a Feira da Música terá nos palcos 64 bandas de 18 estados brasileiros e contará ainda com duas bandas estrangeiras, uma de Cuba e uma da Argentina. Estes são os estados de origem e o número e bandas: Alagoas (1), Bahia (2), Ceará (19), Distrito Federal (2), Espírito Santo (2), Goiás (1), Maranhão (1), Minas Gerais (5), Pará (1), Paraíba (4), Paraná (1), Pernambuco (6), Piauí (4), Rio de Janeiro (3), Rio Grande do Norte (4), Rio Grande do Sul (1), Sergipe (1) e São Paulo (6). E mais, Cuba (1) e Argentina (1)." Veja a programação completa aqui.
2- Dia 23 de julho, estaremos mais uma vez no Budda Pub.
E como sempre, muito bem acompanhados do DJ Gabriel Souto e do VJ Júlio Castro. Saiba mais sobre o Budda Pub e conheça toda a programação do mês de julho aqui.
3 - Poemúsica d'Os Poetas Elétricos em novo videoclipe! Adoramos!
Animação-videoclipe da musipoesia "Maria Elétrica" d'Os Poetas Elétricos. Natal RN - Junho de 2009. Realização - Poetry Picture Idéia Original - Vanessa Lodispoto Cenário - Ana Ferreira e Cibelle Avelino Imagens - Mariana Mallen Edição - Joanisa Prates
Assista aqui. |
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| por Os Poetas Elétricos [16:05] |
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| 26.6.09 |
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 "Acima de tudo sou um fã incondicional de música. Por isso sempre que me deparo com uma notícia de falecimento de alguém da área me dá uma aflição e tristeza. Ontem testemunhamos o que muitos achavam impossível e impensável. Como é que pode Michael Jackson morrer? Ele é eterno, já faz parte do inconsciente coletivo das pessoas e não pode desaparecer assim. Quem coordena essas saídas e chegadas deveria saber disso. Peter Pan morre no final?"
Faço minhas as palavras acima, de Anderson Foca, do belo texto-homenagem que ele postou hoje no site DoSol (confira o texto todo aqui).
E me identifiquei profundamente com o comentário-análise que o publicitário, designer, jornalista e músico Caio Vitoriano fez por lá:
"Anderson escreveu um excelente texto, um testemunho, que nas entrelinhas atesta a carga viral que MJ colocou em cada pessoa que curte música ou que assimila cultura pop. Desde os passos de moonwalk, passando pelos riffs de Eddie Van Halen ou pelos clipes mega caros que todos paravam na frente do Fantástico pra ver qual seria a próxima novidade. Quantos garotos perderam o sono com aquela risada do final de 'Thriller'? Devastador. Jackson pra mim era como Joe Ramone, Madonna ou Eddie Vedder, nem sei se esses caras existem mesmo, estão em outra esfera de ralidade, nas suas devidas proporções. Hoje com a pulverização da informação as coisas se descentralizaram (que é bom por um lado), e MJ é a (ou uma das) representação da era das grandes vendagens de disco, fora desse mundo sem 'autor' que é a internet. O mundo dos artistas de myspace é um saco! Que me perdoe a Malu Magalhães, que usou tal mídia pra crescer nas outras como artista e personalidade. Michael nos deixa sinalizando o fim de um momento pra música pop, mas o início de um novo ciclo da volta do vinil e da força da propriedade intelectual, da personalidade artística (tomara!!). Contudo, belo texto Foca. Adoro o disco 'Off the wall' ".
E eu adoro Billie Jean - recentemente, numa das revisitações que estamos fazendo na nossa própria obra (agora com as bases eletrônicas pilotadas por Gabriel Souto), fizemos uma citação dessa música na nova versão da poemúsica Serafim. A inserção de Billie Jean aconteceu de forma espontânea - acho que foi idéia de Michelle, que é ótima em fazer colagens. Mas agora analisando a coincidência, vejo algo de Serafim em Michael Jackson e vice-versos:
ELE NÃO TEM PREÇO ELE É AO AVESSO E POR ISSO ESTÁ ASSIM NESSA SITUAÇÃO SERAFIM CERCADO SERAFIM CALADO GESTICULA RECUSA DINHEIRO ("POR QUÊ? MELHOR MORRER!") SACA UM REMÉDIO, LÊ A BULA "NÃO! NÃO ENGULA!" CLAMAM SEUS AMIGOS "NÃO! NÃO ENGULA!" CLAMAM SEUS INIMIGOS UM GOLE DE GIN... SERÁ O FIM DE SERAFIM?
Carito |
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| por Os Poetas Elétricos [21:22] |
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| 24.6.09 |
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 Penso, LOKI existo!
No início dos anos 90, estava eu dando uma entrevista junto com a banda Modus Vivendi em mais uma formação na qual participou o percussionista Eder "Fofão" (que depois participaria da banda Mestre Ambrósio). Pois bem, ao ser perguntado pelo repórter sobre "o que é música", Fofão respondeu:
"Música é, antes de tudo, alma".
Nunca mais esqueci isso.
Domingo passado, eu estava muito gripado, e recebi no celular uma mensagem de Manoca (meu amigo e parceiro de mais de 25 anos atrás no grupo Fluidos):
"Carito não perca Loki - Moviecom 17:30 Manoca."
Esqueci a gripe e passei o dia lembrando o meu encontro marcado com Arnaldo Baptista ao cair da tarde.
Sobre a cinebiografia desse personagem fantástico, escreveu Luiz Zanin em seu blog no Estadão:
"Loki refaz a trajetória de Arnaldo Batista por suas palavras, pelas de amigos e também - felizmente - por inserções musicais dos Mutantes e, de sua fase posterior, separado da banda. Fica transparente que Arnaldo não foi fundo apenas na questão das drogas ou do desregramento de vida. Sua viagem foi, sobretudo, musical, como prova o álbum Loki?, que dá título ao filme e é considerado sua obra mais radical. Era um momento de transição, em que a questão entre a música brasileira 'pura' e a de influência internacional já parecia superada. Tendo participado dos festivais da canção e do tropicalismo, os Mutantes fizeram parte daquela geração que desatou esse falso nó. E, tendo desatado, ou cortado de vez, esse nó paralisante, puderam se abrir a tudo que poderia alimentar a música. Desse modo, o que salta à vista na trajetória de Arnaldo é um ecletismo criativo que pode chegar ao extremo e brinca no abismo. Loki?, seu disco, é prova disso. Loki, o filme, seu testemunho."
Loki é uma celebração à diversidade, à subjetividade, ao direito à diferença, aos universos paralelos, ao algo no ar além das profissões de carreira, além do tempo sempre na carreira, um brinde às reticências, a outras essências...
Loki é didático. E põe o didático na ferida. Todos os músicos devem assisti-lo - para músicos refletirem e confirmarem o que Fofão um dia disse: que música é alma! Por isso cismo com o tecnicismo dominante, que esquece o que aquece: o algo mais (cada vez menos, no mundo excessivamente objetivo e mercadológico de hoje). Mas não só os músicos e/ou artistas em geral devem assistir a Loki. Todos em geral, todos em particular... Loki devia ser indicado para o vestibular, indicado para arquitetos, prefeitos, habitantes das cidades, amantes da vida:
"Everybody's going to notice / Todo mundo vai notar / Que o futuro está em nossas mãos / Está muito claro / Que eu estou do seu lado / Já faz muito, muito tempo agora / Que a humanidade chora / De vontade de sair / Está muito claro / Que está muito caro / O modelo do meu carro / Que eu comprei só a seis meses / E que já está fora de moda / ... / Por que não se instalam núcleos / Habitacionais menores / Pra haver maior descentralização / Para existir o verde / Pra haver espaço / Por que não ter confiança / Num Brasil que ainda é criança / E que um dia, eu espero / Ainda vai se abrir / Conquistar o espaço / Navigaire de novo / Descobrir as novas terras que existem por aí / I'm sure of that / Acima da velocidade da luz / Pois não existem tais barreiras / Já que a luz é relativa também". Diz uma canção de Arnaldo.
Um dia desses, entrei na sala de um amigo em seu trabalho e ele conversava com alguém pelo computador. Era com seu colega ao lado. O perigo mora ao lado: é a nova realidade. Virtual. Há muito tempo que o momento, real e/ou virtual, "é-difícil": verticalizado, sangrando o céu... A sombra assombra: a cidade tornou-se impermeabilizada, cimentada, asfaltada, assaltada... É o inchamento da cidade, o linchamento da cidade... É mais que negativo o saldo! E o louco é Arnaldo?
"Dizem que sou louco / por pensar assim / Se eu sou muito louco / por eu ser feliz / Mas louco é quem me diz / E não é feliz, não é feliz".
Assim também penso, e Loki, existo.
Carito |
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| por Os Poetas Elétricos [12:13] |
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| 21.6.09 |
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O elo pedido
Assisti ao filme Loki e cheguei em casa e fui correndo procurar minha fantasia de Peter Pan.
Quando o sol nasce do amarelo perdido e só sobra o elo pedido para um novo dia.
Amado amarelo queimado são as cinzas do meu coração ao pôr do sol.
Não estou preocupado com as conexões - entre as frases, entre as fases, conexões tigres, e Eufrates, e eus fracos, meus eus, tão não mais meus, sentimentos velhos com vontade de viver são tigres de bengala, mesmo a palavra de bengala, quero soltar com ela na banguela, soltar o freio de mão, não soltar o seio da mão, tão lindo de acariciar, descobrir teu mistério no acaricio da terra, beijar teu seio e canção.
Amo Arnaldo, mutantes, durantes, e depois.
Amo Arnaldo, gosto que não se descurte.
Carito

LOKI - ARNALDO BAPTISTA Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle Em exibição no Moviecom (Praia Shopping - Natal - RN) Até 25/06/2009 17:20 hs.
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| por Os Poetas Elétricos [21:16] |
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